Aquele dia em que se acorda
feliz apenas por estar vivo.
Sorri-se mais, abre-se mais,
e dá-se mais.
Aquele dia em que soprar
velinhas é o ápice do dia.
Mesmo sem bolo, sem velas,
parabeniza-se.
Aquele dia em que cabe
receber os cumprimentos
dos primos e os abraços
dos amores.
Tão único dia, dentre outros
trezentos e sessenta e tantos,
no qual se sente muito bem,
mesmo que não.
E, neste dia, tão importante
quanto a ele ter chegado é
saber que sempre há alguém
a presenteá-lo.
domingo, 7 de julho de 2013
quinta-feira, 4 de julho de 2013
Um minuto crônico
Sento-me na cama
inquieto, curvado.
A meia-luz me turva a vista,
o livro já foi lido,
e o alarme, ligado.
Passa-se outro minuto,
mais um,
e permaneço acordado.
Com insônia.
inquieto, curvado.
A meia-luz me turva a vista,
o livro já foi lido,
e o alarme, ligado.
Passa-se outro minuto,
mais um,
e permaneço acordado.
Com insônia.
segunda-feira, 1 de julho de 2013
Vista pro Mar
Salve-se dessa maré
que ganha a costa a cada lua.
Olhe o oceano e o azul, que é só seu,
mas não procure o fim no horizonte.
Os movimentos são lindos;
tão serenos e vivos.
Ondas vem
E ondas vão,
hipnotizantes.
Mas não mergulhe.
Deixe que os barcos naveguem.
Já estiveram lá, e estarão.
Deixe-os derivar.
E os cardumes, viajando unidos,
unidos cairão na rede dos famintos.
E assim unidos morrerão.
Apenas observe tudo o
que passa sobre o mar.
E passará.
que ganha a costa a cada lua.
Olhe o oceano e o azul, que é só seu,
mas não procure o fim no horizonte.
Os movimentos são lindos;
tão serenos e vivos.
Ondas vem
E ondas vão,
hipnotizantes.
Mas não mergulhe.
Deixe que os barcos naveguem.
Já estiveram lá, e estarão.
Deixe-os derivar.
E os cardumes, viajando unidos,
unidos cairão na rede dos famintos.
E assim unidos morrerão.
Apenas observe tudo o
que passa sobre o mar.
E passará.
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