Fui aliviar-me
com o Branco e suas Impurezas
para não sentir o tempo passar
nem o peso sair.
Mergulhei fundo na cor
e nas manchas de experiência,
afoguei-me folha adentro
no deus
no homem
no Bandeira
derradeiro
Na descoberta dos planetas.
Como bateu n'água,
bateu em mim o respiro
de uma nova munição
que alvejarei
no meu papel.
Alvejaria se
não tivesse
me sentado
e percebi
...esqueci!
domingo, 13 de outubro de 2013
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
Instante de Liberdade
A gaiola se abriu finalmente
e o pássaro aos poucos compreende.
Abre asas, alça voo, hesita.
Aprender a liberdade requer tempo.
Apreendê-la, habilidade.
Vá, pássaro, voar.
Viver, deliberadamente.
e o pássaro aos poucos compreende.
Abre asas, alça voo, hesita.
Aprender a liberdade requer tempo.
Apreendê-la, habilidade.
Vá, pássaro, voar.
Viver, deliberadamente.
quinta-feira, 26 de setembro de 2013
A Identidade da Poesia
Pode-se pensar, em primeira instância,
que poesia é apenas palavra criada
do mero prazer em dizer, se souber.
Engana-se. Cabe-lhe amar a mulher,
diz muito bem da saudade velada
ou da poesia própria e de sua fragrância.
Quando bem feita, desfila elegância.
Não necessita ser tão requintada,
basta que sua leitura dê prazer.
Agora, que venha quando vier.
Que não seja por capricho ou fachada.
Tampouco para atender mendicância.
Poesia não é encomenda, é circunstância.
Faz-se da ocasião mais apropriada,
nasce da conjuntura que lhe couber.
Se, conseguinte, ao poeta lhe aprouver,
e a sentir eminente, assinalada,
ela virá digna, sem exuberância;
Com seus versos todos em consonância
e sobre a folha, por fim, repousada
tal qual uma poesia deve ser.
que poesia é apenas palavra criada
do mero prazer em dizer, se souber.
Engana-se. Cabe-lhe amar a mulher,
diz muito bem da saudade velada
ou da poesia própria e de sua fragrância.
Quando bem feita, desfila elegância.
Não necessita ser tão requintada,
basta que sua leitura dê prazer.
Agora, que venha quando vier.
Que não seja por capricho ou fachada.
Tampouco para atender mendicância.
Poesia não é encomenda, é circunstância.
Faz-se da ocasião mais apropriada,
nasce da conjuntura que lhe couber.
Se, conseguinte, ao poeta lhe aprouver,
e a sentir eminente, assinalada,
ela virá digna, sem exuberância;
Com seus versos todos em consonância
e sobre a folha, por fim, repousada
tal qual uma poesia deve ser.
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